Falta de vagas em lares pressiona famílias em Arouca e Vale de Cambra
13/10/2026 0 Por RedaçãoA escassez de lugares em estruturas residenciais para idosos continua a dificultar o acesso ao acolhimento em Arouca e Vale de Cambra. Apesar dos esforços de duas instituições para aumentar a capacidade de resposta, a procura mantém-se muito superior à oferta e há famílias que esperam há vários anos por uma solução.
Em Escariz, no concelho de Arouca, o Centro Social de Fermedo, Escariz e Mato tem um novo lar, construído de raiz e preparado para receber 40 utentes. O edifício está concluído, mas a entrada em funcionamento continua dependente da autorização da Segurança Social. A instituição pretende dar prioridade aos candidatos da localidade, numa resposta às necessidades da população idosa.
Embora a abertura do novo equipamento represente um reforço importante para a região, a capacidade prevista continua longe de satisfazer todas as necessidades. Mais de 180 idosos aguardam por um lugar, evidenciando a dimensão do problema.
A falta de equipamentos é notória. Exemplo disso é o caso de duas irmãs septuagenárias que aguardam há dois anos por uma vago no lar.
Em Vale de Cambra, a Santa Casa da Misericórdia acompanha mais de 700 pessoas, das quais cerca de 100 estão acolhidas no lar. Para responder à pressão sobre as vagas, a instituição já transformou suites T2 em quartos com quatro camas e prepara a adaptação de um novo espaço para criar mais alojamento.
Em declarações à SIC, António Marques, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vale de Cambra, há famílias que estão em lista de espera há mais de dois anos. Entre os candidatos encontram-se também pessoas provenientes de outros concelhos, o que aumenta a pressão sobre a capacidade disponível.
A instituição pretende igualmente alargar o serviço de apoio domiciliário, passando de 65 para 100 utentes. O objetivo é assegurar acompanhamento a mais pessoas idosas nas suas próprias casas, contribuindo para a manutenção da autonomia e adiando, sempre que possível, a necessidade de institucionalização.
Os projetos em preparação procuram atenuar a falta de respostas sociais nos dois concelhos, mas a abertura de novas camas e o reforço do apoio domiciliário continuam a ser insuficientes perante as necessidades de uma população envelhecida e de famílias que procuram, sem sucesso imediato, um lugar seguro para os seus familiares.
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