Valongo exige ao Governo encerramento urgente do aterro de Sobrado
28/10/2026Moção aprovada por unanimidade exige intervenção urgente do Governo e da Agência Portuguesa do Ambiente. Moradores voltaram a denunciar maus cheiros, poeiras e pragas de insetos.
A Assembleia Municipal de Valongo aprovou, na terça-feira à noite, por unanimidade, uma moção que exige o encerramento do aterro de Sobrado e a oposição à renovação das licenças que permitam a continuidade da deposição de resíduos.
A iniciativa apela ao Governo e à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para que promovam, com caráter de urgência, as diligências necessárias ao encerramento da instalação, gerida pela Recivalongo. A licença de exploração industrial termina a 1 de dezembro.
Durante a sessão, moradores de Sobrado denunciaram maus cheiros, poeiras, pragas de insetos e incómodos provocados pela circulação de veículos pesados. Alguns relataram ainda episódios de saúde que os levaram a procurar assistência médica.
O presidente da Câmara de Valongo, Paulo Esteves Ferreira, defendeu o esclarecimento dos processos de licenciamento, alertando para a existência de títulos com prazos distintos, incluindo um válido até 2031. O autarca reclamou também uma fiscalização mais frequente e rigorosa.
A presidente da Junta de Freguesia de Sobrado, Ana Paula Lourenço, afirmou que a população «já esperou demasiado tempo», enquanto a associação ambientalista Jornada Principal exigiu medidas concretas, prazos definidos e resultados.
A moção será enviada ao Governo e a diversas entidades nacionais e regionais, numa tentativa de acelerar a decisão sobre o futuro do aterro.
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