Valongo e São João da Madeira lideram preço da água, lixo e saneamento no Grande Porto
03/09/2026Valongo cobra 45,78 euros por mês pelos três serviços, enquanto o Porto está entre os municípios onde os consumidores pagam menos. Dados foram divulgados pelo JN na edição desta quarta-feira.
Mais de metade dos municípios da Área Metropolitana do Porto (AMP) cobra aos consumidores valores superiores à média nacional pelos serviços de água, saneamento e resíduos urbanos. Os dados foram divulgados pelo Jornal de Notícias (JN) na sua edição desta quarta-feira, 2 de setembro.
Valongo apresenta a fatura mais elevada entre os municípios analisados, com um custo de 45,78 euros para um consumo mensal de 10 metros cúbicos de água. São João da Madeira surge logo atrás, com 45,54 euros.
Os valores estão significativamente acima da média registada em Portugal continental, que é de 34,65 euros para o mesmo consumo e considerando os três serviços.
Em sentido contrário, o Porto destaca-se entre os quatro municípios da Área Metropolitana do Porto onde a fatura fica abaixo da média nacional. A situação representa uma melhoria relativamente ao ano passado, quando apenas quatro municípios da AMP apresentavam valores inferiores à média, então fixada nos 33,08 euros.
A diferença entre os valores cobrados nos vários concelhos evidencia as desigualdades existentes nos custos dos serviços básicos. Segundo os dados divulgados pelo JN, em Portugal, a fatura de água, saneamento e resíduos pode chegar a ser cinco vezes mais elevada dependendo do município onde o consumidor reside.
A água continua a representar a maior parcela da fatura das famílias. Contudo, o serviço de resíduos urbanos é aquele que mais tem encarecido nos últimos anos, sobretudo devido ao aumento dos custos suportados pelas autarquias com o tratamento dos resíduos e a sua deposição em aterro ou encaminhamento para incineração.
Os diferentes sistemas de gestão e as tarifas definidas em cada município ajudam a explicar as diferenças entre concelhos, com impacto direto no orçamento mensal das famílias.
Os dados agora divulgados colocam, assim, em evidência uma realidade muito diferente dentro da própria Área Metropolitana do Porto: enquanto alguns municípios ultrapassam largamente a média nacional, outros, como o Porto, continuam entre os territórios onde os consumidores pagam menos pelos três serviços.
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