Três detidos por suspeita de roubo de barras de ouro em Gondomar. Alegado mentor continua em fuga
14/08/2026A PSP deteve três homens suspeitos de envolvimento no roubo de três barras de ouro, avaliadas em cerca de 342 mil euros, ocorrido no passado dia 6 de agosto, em Gondomar. O alegado mentor do crime continua a monte e estará na posse do ouro roubado.
Segundo um comunicado do Comando Metropolitano do Porto da PSP, enviado à Rádio Metropolitana Porto, o assalto aconteceu durante a manhã, na Rua António Nobre, quando um comerciante de metais preciosos se preparava para entregar o ouro numa empresa localizada naquela artéria.
A vítima foi surpreendida por três indivíduos quando saiu da viatura. Os suspeitos terão roubado uma mochila onde se encontravam as três barras de ouro, avaliadas em 342 mil euros, além de um telemóvel. Após o assalto, fugiram num BMW de cor preta.
Na sequência da investigação, a PSP conseguiu localizar o telemóvel roubado e identificar a viatura alegadamente utilizada no crime. O BMW encontrava-se registado em nome de uma mulher residente nas proximidades do local onde o automóvel estava estacionado, tendo sido apreendido pelas autoridades.
A investigação permitiu ainda identificar dois suspeitos, filho e marido da proprietária da viatura. Ambos foram inicialmente constituídos arguidos e libertados, tendo sido posteriormente detidos na sequência das diligências realizadas pela PSP.
Apresentados a primeiro interrogatório judicial, os dois homens ficaram sujeitos à medida de coação de prisão preventiva.
Esta quinta-feira, a PSP deteve um terceiro suspeito, um homem amigo do padrasto e também residente em Rio Tinto. O indivíduo foi presente às autoridades para ser ouvido no âmbito da investigação.
As diligências policiais permitiram ainda apurar os contornos do alegado negócio que terá estado na origem do roubo. O comerciante de metais preciosos teria sido intermediado por um responsável de uma ourivesaria de Gondomar.
Contactado pelas autoridades, o alegado comprador afirmou desconhecer qualquer negócio com aquelas características ou qualquer transação envolvendo a vítima, o intermediário ou o ouro em causa.
As suspeitas recaem agora sobre o alegado intermediário, que terá sido o responsável por planear o crime. O homem encontra-se em paradeiro desconhecido e as autoridades acreditam que poderá ter na sua posse as três barras de ouro roubadas.
A investigação prossegue sob a direção do Ministério Público, com o objetivo de esclarecer integralmente as circunstâncias do assalto, identificar todos os envolvidos e localizar e recuperar o ouro, avaliado em 342 mil euros.
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