PSP trava rede de condução perigosa exibida nas redes sociais em Vila do Conde e Póvoa de Varzim

PSP trava rede de condução perigosa exibida nas redes sociais em Vila do Conde e Póvoa de Varzim

22/05/2026 0 Por Angelo Manuel Monteiro

A Polícia de Segurança Pública (PSP), através da Divisão de Investigação Criminal, identificou e constituiu arguidos dois homens, de 22 e 32 anos, no âmbito de uma operação policial dirigida a um grupo suspeito da prática reiterada de crimes de condução perigosa nos concelhos de Vila do Conde e Póvoa de Varzim.

A operação foi desencadeada no dia 18 de maio e teve origem numa investigação a comportamentos de risco rodoviário que vinham sendo amplamente divulgados nas redes sociais, com elevado grau de exposição e partilha pública.

Segundo a PSP, os suspeitos exibiam manobras perigosas em plena via pública, incluindo “drifts”, corridas ilegais e ultrapassagens de risco, realizadas em zonas urbanas com elevada circulação de veículos e peões.

A investigação concluiu ainda que estas ações não tinham carácter isolado, funcionando como verdadeiros “espetáculos ilegais” que mobilizavam seguidores e curiosos, os quais se deslocavam aos locais para assistir, criando situações de elevado perigo rodoviário.

De acordo com a autoridade policial, os envolvidos procuravam também interagir de forma provocatória com as forças de segurança, desrespeitando ordens de paragem e prolongando comportamentos de risco ao longo de vários quilómetros.

No âmbito da operação foram realizadas buscas domiciliárias e não domiciliárias, tendo sido apreendidas duas viaturas ligeiras, os respetivos livretes, equipamentos de gravação e outros objetos relacionados com a prática dos ilícitos.

A PSP sublinha que este tipo de criminalidade rodoviária é particularmente grave, agravada pelo efeito de amplificação digital, uma vez que a divulgação nas redes sociais contribui para a normalização e repetição de comportamentos altamente perigosos.

Os suspeitos ficaram sujeitos à medida de coação de Termo de Identidade e Residência, enquanto o processo prossegue sob investigação.

Foto: DR