MP pede prisão preventiva para quatro detidos na operação “Águas Turvas”
30/05/2026O Ministério Público (MP) pediu a aplicação de prisão preventiva a quatro dos 14 arguidos detidos na operação “Águas Turvas”, que investiga um alegado esquema de corrupção na empresa municipal Águas de Gaia, segundo documento a que a Rádio Metropolitana teve acesso.
De acordo com a mesma fonte, o MP considera que a medida de coação mais gravosa poderá ser determinante para travar a continuação das práticas investigadas.
Para outros cinco suspeitos, foi pedida a suspensão do exercício de funções e a proibição de contactos com os restantes arguidos, funcionários e dirigentes da empresa municipal, por qualquer meio.
Já para outros cinco arguidos, o Ministério Público requereu a aplicação de cauções não inferiores a 100 mil euros, além da proibição de contactos entre os envolvidos. A um destes foi ainda pedida a proibição de saída do país e a entrega do passaporte.
Inicialmente, o número de detidos foi avançado como 13, mas acabou por subir para 14.
Os arguidos — entre funcionários da Águas de Gaia, alguns com cargos de chefia, ex-funcionários e empresários ligados ao setor da construção civil e fornecimento de materiais — remeteram-se ao silêncio no primeiro interrogatório judicial, no Tribunal de Instrução Criminal do Porto.
A investigação, em curso há cerca de 17 meses, incide sobre um alegado esquema de corrupção económica e financeira que envolverá a manipulação de contratos públicos e a atribuição de benefícios indevidos, incluindo dinheiro, bens e serviços.
As medidas de coação deverão ser conhecidas entre segunda e terça-feira, mantendo-se os arguidos detidos até decisão do tribunal.



