Mais de 500 camiões saem de Paredes em marcha lenta contra o preço dos combustíveis
25/09/2026Mais de 500 camiões, pertencentes a mais de 120 empresas do setor das terraplanagens, participaram esta sexta-feira numa marcha lenta de protesto contra o aumento do preço dos combustíveis. A iniciativa arrancou em Paredes e percorreu cerca de 140 quilómetros, passando por vários concelhos da região Norte antes de entrar na A1 em direção a Coimbra.
A concentração começou pouco depois das sete da manhã, na zona de Lordelo, em Paredes, onde chegaram a estar reunidos cerca de 200 camiões. Ao longo da manhã, a caravana foi aumentando, juntando mais de 500 veículos, segundo a organização.
A partir de Paredes, a marcha lenta percorreu a A42, a A41 e a A32, passando por Gondomar, Vila Nova de Gaia, Espinho e Santa Maria da Feira, antes de entrar na A1 e prosseguir para sul.
O elevado número de veículos provocou condicionamentos de trânsito ao longo do percurso, com a marcha lenta a estender-se por cerca de 140 quilómetros.
Os empresários e motoristas contestam o impacto que a subida dos combustíveis está a ter na atividade e alertam que o aumento dos custos acaba também por afetar os clientes, uma vez que o transporte de materiais e produtos se torna progressivamente mais caro.
A principal reivindicação passa pelo acesso ao gasóleo profissional. Os representantes do setor consideram que as empresas de movimento de terras ficaram de fora das medidas que já abrangem outras atividades, nomeadamente os transportes internacionais.
Os participantes defendem que o setor, devido ao elevado consumo dos camiões utilizados nas operações de terraplanagem, está particularmente exposto à subida dos preços dos combustíveis. Apesar do protesto, dizem manter a expectativa de que o Governo encontre uma resposta para as reivindicações apresentadas.
Depois da passagem pela região Norte, a caravana seguiu pela A1 em direção a Coimbra, onde terminou a marcha de protesto e o apelo ao Governo para que sejam tomadas medidas destinadas ao setor.
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