IGAS avança para instrução de averiguação sobre parto na receção do Hospital de Gaia

IGAS avança para instrução de averiguação sobre parto na receção do Hospital de Gaia

05/05/2026 0 Por Angelo Manuel Monteiro

A averiguação sobre os cuidados prestados a uma grávida que teve o bebé na receção da urgência do Hospital Santos Silva passou à fase de instrução, no âmbito de um processo conduzido pela Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS).

De acordo com informação do processo, a fase de instrução já decorre, tendo sido realizadas várias diligências para o apuramento dos factos e estando igualmente em curso uma peritagem médica sobre a assistência prestada. A IGAS refere que ainda não é possível estimar uma data para a conclusão do relatório final.

O inquérito foi instaurado a 7 de outubro por despacho do inspetor-geral, na sequência de uma participação relacionada com a assistência prestada a uma utente grávida. Em causa está um episódio ocorrido a 4 de outubro de 2025, quando o bebé nasceu na área de receção da urgência do Hospital Santos Silva, unidade integrada na Unidade Local de Saúde de Gaia e Espinho.

O caso foi inicialmente divulgado pela RTP, que referiu que o pai da criança apresentou queixa junto de várias entidades, alegando que o recém-nascido terá caído de cabeça no momento do parto, enquanto a mãe se encontrava em processo de admissão.

Por sua vez, a administração da ULS Gaia e Espinho rejeitou que a grávida não tenha recebido assistência adequada, sublinhando que, num primeiro momento, a utente foi observada na sala de emergência, localizada junto à área de receção e composta por equipa médica e de enfermagem.

Segundo a mesma administração, a grávida recorreu ao serviço de urgência pelas 16h30, tendo sido realizado um exame de cardiotocografia (CTG), que indicava que não se encontrava em fase ativa de trabalho de parto. A ULS acrescenta que, de acordo com os procedimentos habituais e as recomendações da especialidade de obstetrícia, foi dada indicação de regresso a casa, com instrução para retorno em caso de alterações.

O hospital refere ainda que a utente regressou pelas 19h59 e que, durante o processo de admissão — que terá durado cerca de três minutos — ocorreu o parto de forma súbita, tendo a equipa de emergência prestado assistência imediata à mãe e ao recém-nascido.

A IGAS prossegue agora a análise técnica e pericial ao caso, que permanece em investigação.

Foto: DR