Gondomar aprova relatório e contas de 2025 com lucro de 2,04 milhões de euros
22/04/2026A Câmara Municipal de Gondomar aprovou esta terça-feira o Relatório e Contas relativo a 2025, que apresenta um resultado líquido positivo de 2,04 milhões de euros. O documento foi aprovado com os votos contra da coligação PSD/IL e a abstenção do Chega.
O executivo municipal é liderado pelo PS, que detém a maioria com seis vereadores, enquanto a coligação PSD/IL conta com três eleitos e o Chega com dois.
De acordo com um comunicado enviado à agência Lusa, o município registou uma redução da dívida em 12,9% face a 2024, fixando-se agora nos 54 milhões de euros. Em sentido inverso, a margem de endividamento aumentou 26,6%, reforçando, segundo a autarquia, a capacidade financeira do concelho.
O resultado positivo representa um crescimento significativo face a 2024, ano em que o lucro foi de 216 mil euros. Ainda segundo o município, os níveis de execução orçamental superaram os 91% tanto na receita como na despesa.
A receita municipal total atingiu os 136,5 milhões de euros, o que traduz um aumento de cerca de 14% em comparação com o ano anterior. Entre as principais fontes de receita destacam-se os impostos e contribuições municipais — como o IMI, IUC, IMT e Derrama — que totalizaram 42,9 milhões de euros, refletindo o dinamismo económico local e o peso crescente das receitas próprias.
O comunicado sublinha também uma poupança corrente de aproximadamente 12,4 milhões de euros, que permitiu financiar investimento sem recurso adicional ao endividamento.
Citado na nota, o presidente da autarquia, Luís Filipe Araújo, destacou a “gestão rigorosa, responsável e orientada para o futuro”, sublinhando que, apesar de um contexto internacional exigente, o município conseguiu consolidar a sua sustentabilidade financeira. O autarca acrescentou ainda que os resultados alcançados devem traduzir-se em “progresso concreto e visível na vida das pessoas”.
Já a vereadora do PSD, Germana Rocha, justificou o voto contra, argumentando que o resultado positivo demonstraria margem para devolver parte da participação do IRS aos munícipes. A autarca apontou ainda como preocupação a descida de um milhão de euros na receita da Derrama, considerando que isso pode indicar fragilidade no apoio ao tecido empresarial.
Por sua vez, o vereador do Chega, Rui Afonso, explicou a abstenção com a existência de “rigor técnico” no relatório, mas apontou fragilidades no controlo interno e criticou a falta de investimento. “Não vale a pena termos dois milhões na conta e depois não conseguir converter essa liquidez em benefício dos munícipes. Falta ambição”, afirmou.
Foto: CM Gondomar



