Comando da PSP do Porto dá parecer favorável ao trabalho por turnos na Investigação Criminal
14/07/2026O Comando Metropolitano da PSP do Porto manifestou-se favorável à implementação do regime de trabalho por turnos na Divisão de Investigação Criminal (DIC), respondendo positivamente à principal reivindicação dos agentes. No entanto, a decisão final depende agora da Direção Nacional da PSP.
A informação foi avançada pelo dirigente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), Sérgio Santos, no final de uma reunião com o comandante metropolitano da PSP do Porto.
Segundo o responsável sindical, o comandante aceitou substituir o atual sistema de piquetes pelo regime de turnos, uma alteração que será agora proposta à Direção Nacional da PSP, entidade responsável pela decisão definitiva. Os sindicatos esperam que a resposta seja conhecida durante a próxima semana.
Enquanto decorria a reunião, cerca de 60 agentes da Divisão de Investigação Criminal concentraram-se junto ao Comando Metropolitano da PSP do Porto para exigir a mudança do modelo de organização do trabalho.
A ASPP/PSP considera que o atual regime de piquetes penaliza financeiramente os polícias. De acordo com o presidente da associação, Paulo Santos, os agentes recebem um valor máximo de 150 euros pelo primeiro piquete mensal, mas muitos acabam por realizar dois, três ou quatro piquetes sem qualquer remuneração adicional, perdendo ainda o subsídio de refeição quando são chamados ao serviço.
O dirigente sindical defende que a reivindicação não representa um privilégio, mas sim a aplicação de um modelo já em funcionamento noutras estruturas da PSP, como acontece em Lisboa.
A Divisão de Investigação Criminal da PSP do Porto integra cerca de 280 agentes, que aguardam agora a decisão da Direção Nacional sobre a eventual implementação do novo regime de trabalho.
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