CGTP convoca greve geral para 3 de junho

CGTP convoca greve geral para 3 de junho

02/05/2026 0 Por Angelo Manuel Monteiro

A CGTP convocou uma greve geral para o dia 3 de junho, anunciou o seu secretário-geral, Tiago Oliveira, esta sexta-feira, assinalando o Dia do Trabalhador. Em declarações à RTP Notícias, o dirigente sindical afirmou que a central pretende mobilizar os trabalhadores para uma “grande greve geral”, reforçando que a iniciativa se insere numa estratégia de denúncia das condições atuais e de exigência de melhores condições de vida.

Tiago Oliveira sublinhou que a CGTP continuará a exigir a retirada do pacote laboral que o Governo pretende levar ao parlamento, defendendo antes a abertura de um debate centrado em medidas que permitam melhorar efetivamente a situação dos trabalhadores. O líder sindical destacou ainda o simbolismo do 1.º de Maio como um momento simultaneamente de celebração e de luta, insistindo que a realidade vivida pelos trabalhadores contrasta com o discurso público do Executivo.

Durante a entrevista, o secretário-geral da CGTP referiu dados recentes que apontam para o aumento do número de pessoas com mais de um emprego em Portugal, associando essa tendência ao agravamento do custo de vida. Na sua perspetiva, as propostas governamentais poderão intensificar problemas como a precariedade, facilitar despedimentos e fragilizar direitos laborais, incluindo a limitação da ação sindical e o direito à greve, considerando que o processo tem sido uma “encenação” sem alterações substanciais desde a apresentação inicial.

Também em declarações à UGT, o secretário-geral Mário Mourão afirmou que a central ainda não ponderou avançar para uma greve geral, uma vez que se encontra em negociações com o Governo no âmbito da concertação social. O dirigente indicou que uma reunião está agendada para breve e que só posteriormente serão avaliadas eventuais formas de resposta, não excluindo, no entanto, qualquer cenário.

Mário Mourão admitiu que as posições ainda estão distantes e que um acordo está longe de ser alcançado, acrescentando que, independentemente do desfecho das negociações, a UGT continuará a intervir no processo legislativo quando a proposta governamental chegar ao parlamento.

Foto: DR