Bibliotecas da Área Metropolitana do Porto vão disponibilizar acesso online a mais de 7.000 jornais e revistas
24/07/2026Os utilizadores das bibliotecas municipais dos 17 concelhos da Área Metropolitana do Porto (AMP) vão passar a ter acesso online a milhares de jornais e publicações nacionais e internacionais, na sequência da aprovação da aquisição conjunta da plataforma PressReader pelo Conselho Metropolitano do Porto.
A medida permitirá alargar este serviço aos sete municípios que ainda não disponibilizavam o acesso digital à imprensa, garantindo uma oferta uniforme em toda a Rede Metropolitana de Bibliotecas Públicas.
Segundo o vice-presidente da AMP e presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Amadeu Albergaria, a iniciativa representa um passo importante para democratizar o acesso à informação e reforçar o papel das bibliotecas públicas.
“Os 17 municípios vão disponibilizar, de forma legal, o acesso a uma vasta oferta de imprensa escrita aos utilizadores das suas bibliotecas, beneficiando também de ganhos de escala e de uma redução de custos”, afirmou.
O responsável destacou ainda que a medida contribui para apoiar a sustentabilidade dos órgãos de comunicação social, promovendo um acesso legal aos conteúdos jornalísticos.
O acordo foi assinado esta sexta-feira e deverá entrar em vigor nas próximas semanas.
A plataforma PressReader disponibiliza acesso a mais de 7.000 publicações, permitindo a leitura de jornais e revistas em diferentes idiomas, em qualquer altura e através de diversos dispositivos eletrónicos.
O investimento global ascende a 77.300 euros, acrescidos de IVA, sendo repartido pelos 17 municípios da Área Metropolitana do Porto. A contribuição varia entre 2.572 euros para os concelhos de menor dimensão e 7.507 euros para municípios mais populosos, como Porto e Vila Nova de Gaia.
Durante a reunião do Conselho Metropolitano foi também apresentado o Mapeamento do Setor Cultural da Área Metropolitana do Porto, desenvolvido pelo POLOBS – Observatório de Políticas de Ciência, Comunicação e Cultura da Universidade do Minho.
O estudo identificou mais de 7.000 ativos culturais em todo o território metropolitano e servirá de base à futura Plataforma Metropolitana para a Cultura, uma ferramenta que pretende valorizar, divulgar e promover uma maior articulação entre os recursos culturais dos 17 municípios.



