Praga de pulgas afeta moradores em Águas Santas e obriga alguns a abandonar as habitações
26/07/2026Uma praga de pulgas está a afetar várias habitações na Rua Dr. Carlos Pires Felgueiras, em Águas Santas, no concelho da Maia, tendo já provocado transtornos a dezenas de moradores e levado alguns a abandonar temporariamente as suas casas. A informação é avançada pelo Correio da Manhã (CM).
Segundo o jornal, pelo menos dez habitações foram afetadas pela infestação e vários residentes sofreram picadas, tendo alguns recorrido a unidades hospitalares para receber assistência médica.
O foco da infestação estará numa habitação onde reside uma idosa sozinha. Os moradores relatam que as pulgas se encontram no interior das casas, na roupa, no calçado e até nas camas, tornando a situação difícil de controlar.
Ao CM a moradora Tânia Teixeira afirmou que, numa fase inicial, os residentes pensaram que a origem do problema estaria nos animais que circulam na rua, mas acabaram por concluir que a infestação provinha da referida habitação.
“Encontramos pulgas em todo o lado, na roupa, no calçado. Não aguentamos mais. Até já encontrei pulgas no meu filho de três anos quando ele estava a dormir”, relatou ao jornal.
Outra residente, Letícia Carvalho, contou também ao mesmo órgão informativo que decidiu abandonar temporariamente a sua casa devido à gravidade da situação.
“Fechei a casa e fui para junto de familiares”, afirmou, explicando que, apesar das sucessivas limpezas, continua a encontrar pulgas na habitação.
Ainda segundo o CM, uma equipa multidisciplinar da Câmara Municipal da Maia deslocou-se ao local para avaliar a situação. A autarquia considera que tudo indica que a origem da infestação se encontra numa propriedade privada e refere que o caso está a ser acompanhado pelas autoridades de saúde pública.
O jornal acrescenta que os serviços municipais da área social iniciaram o acompanhamento da residente da habitação identificada e que está em curso a articulação com as entidades competentes para avaliar as medidas legalmente adequadas.
O jornal refere ainda que o delegado de saúde visitou a habitação, mas a moradora recusou qualquer intervenção. Perante essa situação, foi elaborado um relatório remetido ao Ministério Público para apreciação das medidas legais a adotar.
Segundo o CM, a Câmara Municipal da Maia prevê avançar com a desinfestação da via pública e de uma escola situada na mesma rua, numa tentativa de conter a propagação da praga.
Foto: DR



