Quase todo o país em risco máximo de incêndio devido ao calor extremo e vento forte

Quase todo o país em risco máximo de incêndio devido ao calor extremo e vento forte

02/07/2026 0 Por Angelo Manuel Monteiro

Portugal continental enfrenta um dos períodos de maior perigosidade para incêndios rurais deste verão, com a quase totalidade dos concelhos sob risco máximo ou muito elevado, na sequência do agravamento das condições meteorológicas previsto para os próximos dias.

As previsões apontam para um cenário particularmente preocupante, marcado por temperaturas excecionalmente elevadas, humidade relativa do ar muito reduzida e vento forte, sobretudo nas zonas de maior altitude e na faixa costeira. A conjugação destes fatores cria condições altamente favoráveis à ignição e rápida propagação de incêndios, dificultando significativamente as operações de combate.

Face ao aumento da perigosidade, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e o Governo reforçaram os alertas dirigidos à população, apelando à máxima prudência e ao cumprimento rigoroso das medidas de prevenção.

Entre as restrições em vigor estão a proibição de queimadas e de qualquer utilização de fogo em espaços rurais e florestais, bem como limitações à circulação e permanência em diversas áreas florestais consideradas mais vulneráveis ao risco de incêndio.

O dispositivo nacional de combate aos incêndios encontra-se em estado de máxima prontidão, mobilizando meios terrestres e aéreos para responder rapidamente a qualquer ocorrência que possa surgir. As equipas de bombeiros, proteção civil, forças de segurança e restantes agentes de proteção civil mantêm-se em permanente vigilância perante um cenário considerado de elevado risco.

As autoridades recordam que a maioria dos incêndios rurais tem origem em comportamentos humanos, muitas vezes associados a negligência ou acidentes evitáveis. Nesse sentido, apelam à colaboração de toda a população, evitando qualquer ação que possa provocar ignições e comunicando de imediato qualquer foco de fumo ou situação suspeita através do número nacional de emergência 112.

Perante as previsões de calor intenso e risco extremo, a prevenção continua a ser apontada como a principal arma para evitar incêndios de grandes dimensões e proteger pessoas, bens e o património florestal.

Foto: DR