Vila do Conde contabiliza 4 milhões de euros de prejuízos associados ao mau tempo

Vila do Conde contabiliza 4 milhões de euros de prejuízos associados ao mau tempo

23/02/2026 0 Por Rmetropolitana

A Câmara Municipal de Vila do Conde estima em cerca de quatro milhões de euros os prejuízos provocados pelas recentes intempéries em várias zonas do concelho, com danos registados desde novembro do ano passado e agravados no início deste ano pelo chamado “comboio” de tempestades.

Os primeiros estragos ocorreram ainda em novembro, quando as fortes chuvas fizeram transbordar a ribeira da Lage, na freguesia de Modivas, inundando 12 habitações, provocando a derrocada de muros e danos em vias rodoviárias.

Já em 2025, a combinação de chuva intensa e vento forte voltou a causar prejuízos. Na freguesia de Árvore foram afetadas várias habitações; em Vila Chã registou-se o aluimento do passeio e do muro de contenção da marginal; e na praia de Mindelo a forte agitação marítima danificou a duna e os passadiços.

No centro da cidade, nomeadamente na Praça da República, verificaram-se danos em muros, somando-se, por todo o concelho, problemas nas infraestruturas de proteção e contenção e na rede viária.

Segundo a autarquia, “o valor global dos principais danos registados ascende a quatro milhões de euros”. O presidente da Câmara, Vítor Costa, sublinha que a dimensão da situação ultrapassa a capacidade de resposta exclusiva do município, manifestando a expectativa de apoio governamental para garantir a recuperação integral das áreas afetadas.

O autarca classificou o sucedido como um “fenómeno meteorológico excecional”, que criou um cenário particularmente gravoso para o concelho, garantindo, contudo, que a câmara já iniciou obras de recuperação. As intervenções mais urgentes estão a ser realizadas com meios próprios, com prioridade à reposição das condições de segurança e normalidade, sobretudo na rede viária e em equipamentos municipais.

A passagem das recentes depressões atmosféricas causou, a nível nacional, dezenas de vítimas mortais, centenas de feridos e desalojados, além de extensos danos materiais, com destruição de habitações e empresas, quedas de árvores e estruturas, cortes de estradas, energia e comunicações, bem como cheias e inundações.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas. A situação de calamidade que abrangia 68 concelhos terminou no passado dia 15 de fevereiro.