Trabalhadores das IPSS manifestam-se no Porto e exigem retoma das negociações
26/03/2026Os trabalhadores das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) saíram esta quinta-feira à rua, no Porto, no âmbito de uma greve nacional que tem como principal reivindicação a retoma das negociações do contrato coletivo de trabalho.
A concentração decorreu junto à sede da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, onde os manifestantes expressaram o seu descontentamento face ao que consideram ser um bloqueio no processo negocial. Em causa está a revisão do contrato coletivo, com os sindicatos a acusarem a CNIS de ter fechado um acordo com estruturas sindicais afetas à UGT, excluindo a comissão negociadora que afirmam representar a maioria dos trabalhadores do setor.
Durante o protesto, que se prolongou por cerca de duas horas, ouviram-se palavras de ordem exigindo melhores salários e condições de trabalho, bem como maior transparência no processo negocial.
Uma delegação de trabalhadores acabou por ser recebida pela direção da CNIS, mas o encontro não trouxe avanços significativos. Alfredo Cardoso, dirigente da confederação, admitiu dificuldades no processo, sublinhando que existe um “grande problema” relacionado com a componente salarial.
Segundo o responsável, até ao momento o Governo ainda não assinou o compromisso de cooperação com as entidades do setor social não lucrativo — um instrumento considerado essencial para viabilizar melhorias salariais. Ainda assim, Cardoso reconheceu que, mesmo com esse acordo, o aumento previsto — de apenas 4,7% — ficaria aquém das expectativas dos trabalhadores.
Os sindicatos garantem que a luta irá continuar enquanto não houver uma negociação “justa e inclusiva” que responda às necessidades do setor.
Foto: DR – CESPE



