Tempestade Kristin agrava danos no quebra-mar de Leixões, mas navegação mantém-se segura
07/02/2026Os danos no muro-cortina do quebra-mar exterior Norte do Porto de Leixões, em Matosinhos, agravaram-se na sequência da forte agitação marítima provocada pela tempestade Kristin. Apesar disso, a segurança e a navegabilidade da barra de Leixões não estão comprometidas, garantiu esta sexta-feira a administração portuária.
Em comunicado, a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) explicou que o agravamento dos danos resulta das “recentes condições muito adversas de agitação marítima e atmosférica” registadas no país, que intensificaram os estragos inicialmente causados pela tempestade Kristin.
Ainda assim, a APDL assegurou que a situação não coloca em causa as condições de segurança nem o normal funcionamento da navegação, mantendo-se a barra de Leixões aberta e operacional.
A administração portuária adiantou também que está a acompanhar de perto as previsões do estado do mar, com o objetivo de avançar “o mais rapidamente possível” com uma intervenção de reposição do manto de proteção do quebra-mar exterior, de forma a garantir a recuperação das condições estruturais adequadas.
A passagem das depressões Kristin e Leonardo provocou um forte impacto em Portugal continental, tendo causado, desde a semana passada, 13 mortes, centenas de feridos e vários desalojados. Entre os principais danos registados contam-se a destruição total ou parcial de habitações, empresas e equipamentos, a queda de árvores e estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, bem como cortes no fornecimento de energia, água e comunicações.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas pelo temporal.
Face à gravidade da situação, o Governo decidiu prolongar a situação de calamidade até 15 de fevereiro em 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros. Inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, a situação de calamidade foi entretanto alargada e sucessivamente prolongada face à persistência dos efeitos do mau tempo.
Foto: APDL



