“Rebelião” socialista a favor de António Cunha pode comprometer eleição de Álvaro Santos na CCDR-N
09/01/2026A eleição de Álvaro Santos para a presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), que parecia assegurada à partida, está afinal envolta em incerteza. Segundo noticia hoje o Jornal de Notícias (JN), uma alegada “rebelião” de autarcas socialistas, que preferem apoiar o atual presidente António Cunha, poderá colocar em risco o acordo nacional estabelecido entre PS e PSD.
O entendimento entre os dois maiores partidos, que detêm a esmagadora maioria dos eleitos do poder local na região Norte, previa o apoio conjunto a Álvaro Santos. Contudo, nos bastidores, cresce o descontentamento entre vários autarcas, sobretudo do Partido Socialista, que admitem não seguir a orientação da direção nacional e manifestam intenção de votar em António Cunha, atual presidente da CCDR-N, cuja liderança é vista por muitos como positiva e consensual.
No seio do PSD, há receios claros de que esta divergência interna no PS possa comprometer o desfecho do processo eleitoral, uma vez que o voto dos autarcas é determinante para a escolha do novo presidente da CCDR-N. A possibilidade de uma votação desalinhada face ao pacto nacional está a gerar apreensão, sobretudo por poder fragilizar um acordo político que, até agora, parecia sólido.
Apesar deste cenário de incerteza, o PS nacional procura desvalorizar a contestação interna e garante que irá honrar o acordo celebrado com o PSD, reafirmando que Álvaro Santos tem o “apoio político” da direção socialista. Ainda assim, a posição oficial não parece ser suficiente para travar a movimentação de alguns autarcas, que defendem a continuidade de António Cunha à frente da CCDR-N.
A situação lança dúvidas sobre o resultado final da eleição e expõe tensões internas no PS, ao mesmo tempo que coloca à prova a eficácia dos acordos políticos nacionais quando confrontados com dinâmicas e lealdades regionais. A decisão final dependerá agora da capacidade dos partidos em alinhar os seus eleitos locais com as orientações nacionais — ou da força da chamada “rebelião” socialista que ganha forma no Norte.
Foto: DR- CCDR-N



