Presidente do Chega / Porto envolvido em suspeitas de compra de votos a membros de grupo neonazi

Presidente do Chega / Porto envolvido em suspeitas de compra de votos a membros de grupo neonazi

22/02/2026 0 Por Rmetropolitana

Um arguido ligado ao Grupo 1143, desmantelado pela Polícia Judiciária (PJ) em 20 de janeiro, acusou o deputado e líder da distrital do Chega no Porto, Rui Afonso, de comprar votos de membros da organização neonazi, avançou o jornal Público.

Segundo a investigação, um militante do Chega e arguido na Operação Irmandade denunciou Rui Afonso, alegando que o deputado terá inscrito membros do grupo 1143 no partido e lhes terá pago quotas e quantias em dinheiro para assegurarem votos nas eleições internas do Chega.

Tirso Faria, coordenador do núcleo de Santo Tirso do grupo neonazi, afirmou ao Público que Rui Afonso “inscreveu dezenas de membros no partido, pagou-lhes meses de quotas e quantias para irem votar”, estimando os valores entre 3.500 e 3.800 euros. Faria é também antigo vice-presidente da concelhia do Chega em Santo Tirso e um dos arguidos do processo.

A direção liderada por Rui Afonso venceu as eleições internas da distrital do Chega no Porto em setembro de 2023, mas não divulgou o universo total de votantes, lembra o diário. Artur Carvalho, ex-adjunto de Rui Afonso na distrital, confirmou que “terão entrado mais de cem membros desse e de outros grupos e ouvi falar em pagamentos acima de 3.500 euros”.

Rui Afonso já havia sido suspeito de recorrer a membros do grupo neonazi para segurança pessoal, suspeita que ele negou. O material informático apreendido pela PJ poderá agora ser decisivo para esclarecer estas novas acusações.

Foto: DR