Presidente da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto critica retirada de agentes da PSP e alerta para possível fecho da Esquadra de Cedofeita
25/03/2026O presidente da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto manifestou preocupação com a recente transferência de 80 agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) para reforço da polícia municipal, considerando a medida prejudicial para a segurança pública da cidade.
Numa publicação na rede social Facebook, o autarca afirmou exercer o cargo “com grande responsabilidade” e destacou que a confiança dos fregueses representa um compromisso de proximidade e lealdade. Garantiu ainda que não se deixará intimidar por eventuais pressões, sublinhando que continuará a “dizer a verdade” em defesa dos interesses da população.
Relativamente à reorganização de efetivos policiais, o presidente reconheceu a importância de uma polícia municipal forte, mas criticou a retirada de meios da PSP, entidade responsável pela investigação criminal e segurança pública. “É um erro grave afirmar que está tudo bem neste contexto”, afirmou, alertando para possíveis impactos negativos na capacidade de resposta.
O autarca sublinhou também que o aumento da população e o crescimento do aeroporto agravam as preocupações, questionando como será assegurada a resposta policial com menos agentes disponíveis nas ruas. Nesse sentido, defendeu a necessidade de o Ministério da Administração Interna reforçar o número de efetivos no Porto.
As denúncias sobre o possível fecho da Esquadra de Cedofeita chegaram ao presidente da União de Freguesias por parte da população. Segundo o autarca, a situação poderá implicar a saída de mais de 30 agentes, agravando ainda mais a falta de policiamento naquela zona da cidade.
Com grande preocupação, Nuno Cruz admite mesmo vir a repensar o esforço financeiro da União de Freguesias para manter a PSP instalada no edifício da antiga Junta de Cedofeita, caso se confirme a redução de meios.
Ainda sobre o assunto, e na mesma publicação, o presidente dirigiu ainda um apelo ao presidente da câmara, pedindo cooperação institucional e rejeitando qualquer tipo de ameaça. “A minha lealdade é para com a União de Freguesias”, frisou, apelando ao trabalho conjunto para garantir uma segurança pública “eficaz e digna para todos”.
A terminar, o responsável pediu o apoio da população para a construção de “um Porto mais seguro e justo”.
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