Presidente da República termina cerimónias oficiais da tomada de posse no Porto

Presidente da República termina cerimónias oficiais da tomada de posse no Porto

11/03/2026 0 Por Rmetropolitana

O Presidente da República, António José Seguro, afirmou esta terça-feira que Portugal é “um todo”, defendendo que todos os territórios contam e que nenhum pode ser dispensado. Num discurso no Salão Nobre da Câmara Municipal do Porto, o chefe de Estado sublinhou que a coesão territorial não é “uma palavra de circunstância”, mas uma convicção política que pretende afirmar durante o mandato.

A intervenção aconteceu na cidade do Porto, última etapa do segundo dia do programa oficial que assinala a sua tomada de posse. Ao longo do dia, o Presidente visitou a aldeia de Mourísia, no concelho de Arganil, e passou também por Guimarães, Capital Verde Europeia 2026.

“Não se trata de um acaso, nem de um gesto meramente simbólico — é a expressão de uma convicção política clara”, afirmou Seguro, explicando que quis demonstrar que o país deve ser visto como um todo, em que cada região tem importância.

Interior exige respostas da política

Durante o discurso, o Presidente destacou a realidade do interior do país, referindo que a visita a Mourísia lhe permitiu encontrar a “expressão viva” de um Portugal resistente, que precisa de atenção, respeito e respostas concretas da política.

Segundo explicou, o interior continuará presente no exercício das suas funções, considerando que as desigualdades territoriais exigem uma resposta consistente por parte do poder político.

“A coesão territorial não é para o Presidente da República uma palavra de circunstância”, frisou.

Porto como símbolo histórico

No Porto, Seguro recebeu do presidente da autarquia, Pedro Duarte, um prato com o brasão da cidade. O chefe de Estado aproveitou para destacar o papel histórico da cidade.

“Há cidades que marcam a história de um país e o Porto ajudou a escrevê-la”, afirmou, acrescentando que a cidade representa mais do que um ponto no território nacional.

“O Porto não é apenas um lugar no território português. O Porto é uma afirmação de caráter e uma forma de estar na história e no mundo”, disse.

No discurso, com pouco mais de 13 minutos, o Presidente sublinhou ainda a capacidade da cidade de se reinventar e de assumir um papel de encontro e de horizonte.

Encontros institucionais e concerto

Após a cerimónia, António José Seguro assinou o Livro de Honra na Sala Dona Maria e reuniu-se durante cerca de meia hora com Pedro Duarte. Seguiu-se um jantar privado na Casa do Roseiral.

Entre os cerca de 150 convidados estiveram o bispo do Porto, Manuel Linda, o reitor da Universidade do Porto, António Sousa Pereira, o provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, António Tavares, e o antigo presidente do conselho de administração do Banco BPI, Artur Santos Silva.

O programa terminou com um concerto do músico português Pedro Abrunhosa na Casa da Música.

Eleição com votação histórica

Antigo secretário-geral do Partido Socialista, António José Seguro foi eleito Presidente da República na segunda volta das eleições presidenciais de 8 de fevereiro, com mais de 3,5 milhões de votos, correspondentes a 66,84% dos votos expressos. Na votação final derrotou André Ventura, líder do Chega.

A tomada de posse foi assinalada com dois dias de iniciativas em Arganil, Guimarães e Porto, pensadas para refletir as prioridades e os principais desígnios do novo mandato presidencial.

insere e atualiza: concerto que contou com as atuações de um grupo que integra o programa municipal “Desporto no Bairro”, da Orquestra Juvenil da Bonjóia, e de Pedro Abrunhosa

O Presidente da República, António José Seguro, afirmou esta terça-feira que Portugal é “um todo”, defendendo que todos os territórios contam e que nenhum pode ser dispensado. Num discurso no Salão Nobre da Câmara Municipal do Porto, o chefe de Estado sublinhou que a coesão territorial não é “uma palavra de circunstância”, mas uma convicção política que pretende afirmar durante o mandato.

A intervenção aconteceu na cidade do Porto, última etapa do segundo dia do programa oficial que assinala a sua tomada de posse. Ao longo do dia, o Presidente visitou a aldeia de Mourísia, no concelho de Arganil, e passou também por Guimarães, Capital Verde Europeia 2026.

“Não se trata de um acaso, nem de um gesto meramente simbólico — é a expressão de uma convicção política clara”, afirmou Seguro, explicando que quis demonstrar que o país deve ser visto como um todo, em que cada região tem importância.

Interior exige respostas da política

Durante o discurso, o Presidente destacou a realidade do interior do país, referindo que a visita a Mourísia lhe permitiu encontrar a “expressão viva” de um Portugal resistente, que precisa de atenção, respeito e respostas concretas da política.

Segundo explicou, o interior continuará presente no exercício das suas funções, considerando que as desigualdades territoriais exigem uma resposta consistente por parte do poder político.

“A coesão territorial não é para o Presidente da República uma palavra de circunstância”, frisou.

Porto como símbolo histórico

No Porto, Seguro recebeu do presidente da autarquia, Pedro Duarte, um prato com o brasão da cidade. O chefe de Estado aproveitou para destacar o papel histórico da cidade.

“Há cidades que marcam a história de um país e o Porto ajudou a escrevê-la”, afirmou, acrescentando que a cidade representa mais do que um ponto no território nacional.

“O Porto não é apenas um lugar no território português. O Porto é uma afirmação de caráter e uma forma de estar na história e no mundo”, disse.

No discurso, com pouco mais de 13 minutos, o Presidente sublinhou ainda a capacidade da cidade de se reinventar e de assumir um papel de encontro e de horizonte.

Encontros institucionais e concerto

Após a cerimónia, António José Seguro assinou o Livro de Honra na Sala Dona Maria e reuniu-se durante cerca de meia hora com Pedro Duarte. Seguiu-se um jantar privado na Casa do Roseiral.

Entre os cerca de 150 convidados estiveram o bispo do Porto, Manuel Linda, o reitor da Universidade do Porto, António Sousa Pereira, o provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, António Tavares, e o antigo presidente do conselho de administração do Banco BPI, Artur Santos Silva.

O programa terminou com um concerto na Casa da Música que contou com as atuações de um grupo que integra o programa municipal “Desporto no Bairro”, da Orquestra Juvenil da Bonjóia e do músico português Pedro Abrunhosa.

Eleição com votação histórica

Antigo secretário-geral do Partido Socialista, António José Seguro foi eleito Presidente da República na segunda volta das eleições presidenciais de 8 de fevereiro, com mais de 3,5 milhões de votos, correspondentes a 66,84% dos votos expressos. Na votação final derrotou André Ventura, líder do Chega.

A tomada de posse foi assinalada com dois dias de iniciativas em Arganil, Guimarães e Porto, pensadas para refletir as prioridades e os principais desígnios do novo mandato presidencial.

Foto: DR- Ana Rocha