PJ Detém Duas Mulheres Em Valongo E Avintes Por Burlas Com Falsos Investimentos Em Criptoativos

PJ Detém Duas Mulheres Em Valongo E Avintes Por Burlas Com Falsos Investimentos Em Criptoativos

25/02/2026 0 Por Angelo Manuel Monteiro

Polícia Judiciária deteve, nos concelhos de Valongo e Avintes, duas mulheres suspeitas da prática, em coautoria, de vários crimes de burla qualificada e branqueamento de capitais, relacionados com um esquema de falsos investimentos em criptoativos que terá lesado dezenas de vítimas em mais de dois milhões de euros.

A investigação, desenvolvida pela Diretoria do Norte da PJ, apurou que as suspeitas, com 52 e 51 anos, terão atuado de forma articulada ao longo dos últimos dois anos, em conjunto com outros intervenientes ainda sob investigação. Em causa está a colocação e posterior dissipação de quantias superiores a um milhão e meio de euros num dos casos e de mais de 500 mil euros noutro.

De acordo com a Polícia Judiciária, ao longo de 2024 foram abertas dezenas de contas bancárias destinadas a receber transferências efetuadas por vítimas que acreditavam estar a investir em plataformas legítimas de criptoativos. Os montantes recebidos eram posteriormente utilizados para despesas pessoais ou transferidos para outras contas bancárias, muitas delas sediadas em instituições financeiras no estrangeiro, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos fundos e proceder à sua conversão em criptomoeda.

Após o bloqueio de várias contas, as suspeitas terão recorrido a familiares próximos, incluindo filhos, para a abertura de novas contas bancárias, permitindo a continuidade da atividade criminosa. Segundo a PJ, uma das arguidas estará associada a 19 crimes de burla, enquanto a outra terá lesado pelo menos 31 vítimas já identificadas.

No âmbito das diligências realizadas, foram efetuadas buscas domiciliárias que resultaram na apreensão de equipamentos informáticos, dezenas de cartões bancários e diversa documentação financeira relevante para a investigação. As detidas serão presentes a primeiro interrogatório judicial, onde serão determinadas as respetivas medidas de coação.