Onze vias condicionadas no distrito do Porto devido a desmoronamentos e inundações
09/02/2026Onze vias no distrito do Porto estavam esta segunda-feira, pelas 10h30, condicionadas ao trânsito, mais duas do que no domingo, sobretudo devido a desmoronamentos e inundações, segundo revelou o Comando Territorial da GNR. As localidades mais afetadas incluem Gondomar, Baião, Gaia, Amarante, Marco de Canaveses e Felgueira.
Em Zebreiros, concelho de Gondomar, mantém-se a Rua Beira Rio condicionada devido à inundação do rio Douro, enquanto na Foz do Sousa o caminho de acesso ao Parque de Travassos continua inacessível por causa da subida do rio Sousa. Em Vila Nova de Gaia, permanecem cortadas a Rua Eugénio Paiva Freixo, na Crestuma, por queda de árvores e postes de iluminação, e a Alameda Praia de Arnelas, no Olival, devido a inundações.
Em Santa Marinha do Zêzere, no concelho de Baião, um desmoronamento obrigou ao corte da Rua 20 de Junho, enquanto em Amarante estão encerradas três vias: a EN 15 (quilómetro 74,800, Candemil), a EN 101 (quilómetro 139,300, Padronelo) e a Rua de Infincas, em Vila Caiz, todas devido a aluimentos. No Marco de Canaveses, a Rua dos Tapadas, em Sobretâmega, permanece fechada por aluimento, e a Rua S. Mamede, em Constance, está condicionada por inundação. Em Felgueiras, na Lixa, a Rua Dom António Ferreira Gomes continua inacessível devido a desmoronamento.
A GNR alerta os automobilistas para planear antecipadamente os percursos, recorrer a vias alternativas e cumprir a sinalização temporária no local.
Desde 28 de janeiro, 15 pessoas morreram em Portugal na sequência das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram ainda centenas de feridos e desalojados. As principais consequências do temporal incluem a destruição parcial ou total de casas, empresas e equipamentos, queda de árvores e estruturas, encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, cortes de energia, água e comunicações, inundações e cheias. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio financeiro de até 2,5 mil milhões de euros.
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