Mau tempo condiciona transportes UNIR e agrava risco de cheias em Vila Nova de Gaia
07/02/2026As condições meteorológicas adversas continuam a causar constrangimentos em Vila Nova de Gaia, levando a rede de autocarros Unir a alertar para possíveis perturbações na circulação, sobretudo nas zonas ribeirinhas do concelho.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, a operadora refere que as áreas do Areinho, Afurada, Cais e Marginal de Gaia estão entre as mais afetadas, podendo verificar-se atrasos temporários devido à subida do nível das águas e às dificuldades de circulação. As linhas 9001, 9002, 9003, 9015, 9018, 9021 e 9087 são as que apresentam maior probabilidade de condicionamentos.
A Unir lamenta os transtornos causados aos passageiros, pede compreensão e assegura que está a acompanhar a situação em permanência, procurando reduzir os impactos do mau tempo na operação diária.
Paralelamente, a Capitania do Douro elevou o alerta de iminência de cheias de laranja para vermelho, tendo sido já interditada a navegação no rio Douro e ativadas medidas restritivas previstas nos planos municipais de emergência. Segundo o comandante-adjunto, Pedro Cervaens, esta alteração reflete o agravamento da situação, com novas zonas a começarem a ser atingidas pela água.
Durante a madrugada, o rio Douro transbordou nas margens do Porto e de Vila Nova de Gaia, alcançando a zona das esplanadas, embora sem registo de danos de grande relevo. O caudal atingiu a cota histórica de 6,15 metros no Cais dos Banhos, valor atribuído à chuva intensa registada no interior norte de Portugal e em Espanha.
O mau tempo associado às depressões Kristin e Leonardo já causou 13 mortes em Portugal, além de centenas de feridos e desalojados. As principais consequências incluem inundações, destruição de habitações e empresas, quedas de árvores, cortes de estradas e interrupções no fornecimento de serviços essenciais.
Perante este cenário, o Governo decidiu prolongar a situação de calamidade até 15 de fevereiro em 68 concelhos, que poderão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros, sendo as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo as mais afetadas.
Foto: DR



