Greve na manutenção da CP leva a cortes no Metro do Porto a partir de quarta-feira
11/02/2026A Metro do Porto anunciou esta terça-feira a redução de veículos e de frequências em várias linhas da rede, na sequência da greve nos serviços da CP responsáveis pela manutenção dos comboios. As alterações entram em vigor a partir de quarta-feira, 11 de fevereiro.
Em comunicado enviado às redações, a transportadora explica que a paralisação nos serviços de manutenção está a causar “grandes condicionamentos” na operação. “Os horários do Metro do Porto serão atualizados com o objetivo de garantir um ajuste provisório que, tanto quanto possível, vá ao encontro das possibilidades existentes a nível de oferta”, refere a empresa.
Entre as principais alterações está a supressão de viagens a partir da Trindade em direção ao Aeroporto, na Linha Violeta (E). As circulações passam a realizar-se apenas entre o Estádio do Dragão e o Aeroporto, em composições duplas, com uma frequência de 30 em 30 minutos, ao longo de todo o dia.
Na Linha Verde (C), as viagens passam a ser estendidas até à estação do Estádio do Dragão, com intervalos de 15 minutos e também em veículos duplos nas horas de ponta. Um cenário semelhante verifica-se nas Linhas Azul (A) e Laranja (F), que passam a ter quatro viagens por hora e por sentido, uma frequência inferior à habitual.
Também a Linha Amarela (D) sofre ajustamentos, passando a funcionar com uma frequência de seis minutos, entre as 07h00 e as 20h00, no eixo Hospital de São João–Santo Ovídio, quando em hora de ponta o intervalo é normalmente de três minutos. Na extensão até Vila d’Este, em Vila Nova de Gaia, a frequência passa a ser de 12 minutos.
A Metro do Porto recorda que, já a 16 de janeiro, a circulação foi afetada por uma greve no fornecedor responsável pela manutenção do material circulante, situação que levou à supressão de viagens e à utilização de veículos com menor capacidade. Na altura, a empresa admitiu uma normalização progressiva a partir do final de janeiro.
No entanto, no início de fevereiro, a transportadora confirmou que a greve se iria prolongar “durante algumas semanas”, continuando a afetar a operação. A Metro do Porto sublinha que se trata de uma paralisação à qual é alheia, garantindo que estão a ser desenvolvidos esforços para mitigar os impactos e assegurar, sempre que possível, a prioridade aos períodos e eixos de maior procura.
Foto: DR



