Galeria Municipal do Porto celebra 25.º aniversário com programação histórica para 2026
09/02/2026A Galeria Municipal do Porto assinalou o seu 25.º aniversário com números que confirmam o seu estatuto como um dos motores da arte contemporânea em Portugal. No evento comemorativo, que contou com a presença de Jorge Sobrado, Vereador da Cultura, e João Laia, Diretor Artístico, foi apresentada a estratégia para 2026, sustentada num crescimento histórico de visitantes: 180.644 pessoas, um aumento de 134% em relação ao ano anterior.
Segundo Jorge Sobrado, a programação da Galeria em 2026 não se resume a uma lista de exposições, mas constitui um manifesto de que a cultura no Porto é um “bem público essencial”.
O calendário do próximo ano combina a continuidade de projetos de sucesso com a aposta em artistas internacionais. Até meados de fevereiro estão em cartaz as exposições “Estado de espírito”, dedicada ao tecido artístico local; “Recursões”, uma cartografia de territórios inacabados; e “Aprender a ensinar, ensinar a aprender”, com destaque para a obra de Elvira Leite.
Entre março e junho, destacam-se “Comissões” (14 de março), uma iniciativa inédita para financiar e produzir obras originais, “Pele do Mar”, exposição individual da artista luso-moçambicana Eunice Pais, e “Colapso”, incursão pela poesia visual de Silvestre Pestana. Durante o verão, a artista mexicana Pia Camil apresentará uma instalação ao ar livre de grande escala, enquanto o encerramento do ano contará com exposições de Augustas Serapinas (Itália) e Lydia Ourahmane (Argélia).
A Galeria Municipal mantém também atividades fora do espaço expositivo, envolvendo os Jardins do Palácio de Cristal e a Fonoteca Municipal. Entre os destaques estão o evento Abril Febril, a festa e arte na Concha Acústica, a performance Fogo Fátuo durante verão e outono, e os ciclos de escuta temática Hora de Ponta e Escuta Ativa, voltados para a coleção de vinis da cidade.
“Reconhecemos que o Porto é uma cidade culturalmente portuária, de trocas, experimentação independente, de liberdade e pensamento crítico aberto ao outro”, afirmou Jorge Sobrado. Para João Laia, este “espírito portuário” orienta a curadoria, equilibrando a valorização de artistas locais com o diálogo global, garantindo que a Galeria seja não apenas um espaço de exibição, mas um lugar de criação e pensamento crítico.
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