Gaia cancela piscina olímpica de 10 milhões e promete reflorestar o parque da Lavandeira
15/02/2026A Câmara de Vila Nova de Gaia cancelou a construção do polémico Complexo Aquático da Lavandeira, um projeto orçado em 10 milhões de euros, e anunciou a recuperação ambiental dos terrenos afetados, que voltarão a integrar o Parque da Cidade.
A empreitada, iniciada em março de 2025, previa a construção de uma piscina olímpica no Parque da Lavandeira e já tinha resultado no abate de centenas de árvores, gerando forte contestação popular e críticas de associações ambientalistas. A decisão de travar a obra foi tomada pelo atual executivo municipal, liderado por Luís Filipe Menezes, colocando um ponto final num projeto herdado do anterior mandato.
O autarca anunciou o cancelamento através de um vídeo institucional, classificando o acordo celebrado pelo anterior executivo, liderado por Eduardo Vítor Rodrigues, como prejudicial para o interesse público. Segundo Menezes, o contrato de concessão previa a cedência de uma vasta área municipal à empresa Supera por um período de 40 anos, em troca de uma renda diária de apenas 60 euros, situação que descreveu como um “negócio ruinoso” e “quase um negócio de amigos”.
De acordo com a autarquia, foram detetadas irregularidades no processo que permitiram a anulação do contrato e a recuperação dos terrenos entretanto alienados. O projeto previa um complexo aquático de grande dimensão, com um tanque principal de oito pistas — duas de 50 metros para competições olímpicas e seis de 25 metros — além de áreas de aprendizagem, spa, jacuzzi e banho de vapor.
Com o abandono definitivo da obra, a Câmara Municipal de Gaia garante agora que a prioridade passa pela reparação ambiental da área afetada. A reflorestação da zona desmatada deverá arrancar a 21 de março, Dia da Árvore, com a plantação de novas espécies, permitindo que o Parque da Cidade volte a crescer e recupere a sua função enquanto pulmão verde do concelho.



