Câmara do Porto anuncia 50 câmaras de videovigilância em Ramalde e pede reforço policial
08/02/2026A Câmara do Porto avançou com um plano para instalar 50 câmaras de videovigilância em Ramalde, numa medida que se junta a um pedido de reforço de policiamento da PSP, face ao aumento de furtos e à crescente sensação de insegurança na freguesia.
A estratégia foi definida numa reunião entre o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, a presidente da Junta de Freguesia de Ramalde, Patrícia Rapazote, e os comandos da Polícia Municipal e da PSP, com o objetivo de dar uma resposta eficaz às denúncias dos moradores.
Segundo Patrícia Rapazote, a insegurança resulta de um acumular de “problemas de segurança leve”, como furtos em veículos e incidentes em zonas comerciais e habitacionais. A autarca destacou ainda a pressão demográfica em Ramalde, que diariamente recebe mais do dobro da sua população, aumentando os desafios de gestão do território. Patrícia Rapazote revelou ter enviado ofícios à Ministra da Administração Interna e à Metro do Porto a solicitar medidas urgentes.
Para Pedro Duarte, a resposta passa não apenas pelo aumento do policiamento, mas também pela dissuasão tecnológica e urbanística. A terceira fase do sistema de videovigilância da cidade vai incluir cerca de 50 câmaras em Ramalde, a par de um plano de reforço da iluminação pública, destinado a aumentar a segurança e o conforto dos cidadãos nas vias públicas.
“A nossa ideia de vida em cidade não é compatível com as pessoas a viverem com medo”, afirmou o presidente da Câmara. Embora a autarquia esteja a reforçar a Polícia Municipal com 80 novos agentes, Pedro Duarte exigiu reciprocidade do Governo central, esperando que sejam colocados pelo menos mais 100 polícias no Comando Metropolitano da PSP do Porto.
O executivo municipal associa grande parte da insegurança ao tráfico e consumo de droga, que gera pequenos crimes recorrentes. Segundo Pedro Duarte, o tráfico “vai fugindo da polícia” e deslocando-se para áreas como Ramalde. Para fundamentar as ações, a Câmara contratualizou um estudo com a Escola de Criminologia da Universidade do Porto, com o objetivo de mapear cientificamente a realidade criminal da cidade e orientar intervenções baseadas em dados concretos.
Foto: Andreia Merca – CM Porto



