Câmara de Gaia considera Marés Vivas “anão” face ao impacto do Air Invictus

Câmara de Gaia considera Marés Vivas “anão” face ao impacto do Air Invictus

25/02/2026 0 Por Angelo Manuel Monteiro

O debate em torno da política cultural e de eventos da Câmara de Vila Nova de Gaia marcou a reunião do executivo municipal desta terça-feira, com o vice-presidente Firmino Pereira a desvalorizar a saída do festival Marés Vivas do concelho, classificando-o como “um anão” quando comparado com o novo festival aéreo Air Invictus.

A declaração surgiu após críticas do vereador socialista João Paulo Correia, que lamentou a perda de um evento realizado em Gaia desde 2007 e questionou o apoio financeiro municipal de 425 mil euros ao Air Invictus. O Marés Vivas passa este ano a realizar-se em Matosinhos, na praia do Aterro, sob a designação festival Marés, depois de a autarquia gaiense ter optado por não manter o evento no concelho.

Na sua intervenção, João Paulo Correia defendeu que o município poderia ter mantido e apoiado os dois festivais, sublinhando que o Marés Vivas era uma marca consolidada e fortemente associada à identidade cultural de Gaia. O socialista acusou ainda o presidente da Câmara, Luís Filipe Menezes, de ter usado o Air Invictus como argumento decisivo para justificar o fim do festival de música.

O vereador do PS votou contra o apoio ao festival aéreo, alertando que o custo real do evento poderá ultrapassar largamente os 425 mil euros inicialmente anunciados, tendo em conta despesas indiretas como infraestruturas temporárias, limpeza, segurança, meios logísticos e promoção.

Em resposta, Firmino Pereira defendeu o investimento no Air Invictus, considerando-o um evento de dimensão excecional e com forte impacto turístico e económico para Gaia e para a região Norte. O autarca adiantou que são esperadas mais de um milhão de pessoas ao longo dos três dias do festival e garantiu que não existe, para já, qualquer decisão tomada quanto ao futuro do antigo parque de campismo da Madalena, onde se realizava o Marés Vivas. Revelou ainda que o promotor do festival recusou a possibilidade de mudança para um terreno com 17 hectares no Olival.

Foto: DR – Air Invictus