APA e Câmara do Porto avançam com demolição parcial do Edifício Transparente
07/04/2026A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Câmara Municipal do Porto pretendem avançar com a demolição parcial do denominado Edifício Transparente, prevendo a eliminação de dois dos pisos da estrutura.
A intervenção insere-se num processo que se arrasta há vários anos e que tem sido marcado por sucessivas controvérsias desde a construção do edifício, no âmbito da iniciativa Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura. Ao longo do tempo, o imóvel tornou-se um dos exemplos mais debatidos no contexto do urbanismo da cidade do Porto, tendo inclusivamente sido alvo de uma sentença de demolição em 2018.
De acordo com a Agência Portuguesa do Ambiente, a operação agora prevista deverá ser concretizada em 2027. A proposta passa por manter apenas os dois pisos inferiores do edifício, reduzindo a volumetria da estrutura e, consequentemente, o seu impacto na paisagem da zona litoral onde se encontra implantado.
O vereador do Partido Socialista (PS) na Câmara do Porto, Manuel Pizarro, tem defendido uma solução que reduza o impacto urbanístico do edifício, alinhando com a necessidade de corrigir opções do passado e promover uma melhor integração na envolvente.
O futuro do Edifício Transparente tem sido objeto de discussão prolongada entre entidades públicas, especialistas e decisores políticos, com diferentes propostas ao longo dos anos, sem que tenha sido encontrada uma solução definitiva até ao momento.
A concretização da demolição parcial representa, assim, mais um passo num processo complexo, que continua a suscitar atenção pública e institucional devido à relevância urbanística e à localização sensível do edifício junto ao mar.
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