“A defesa de Matosinhos não tem preço”: Luísa Salgueiro contesta expansão do Porto de Leixões
21/03/2026A presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, manifestou oposição ao modelo de expansão do Porto de Leixões que prevê a ocupação de território em Leça da Palmeira, defendendo que o crescimento da infraestrutura deve respeitar a cidade e privilegiar soluções no mar.
A autarca sublinhou a importância de salvaguardar a paisagem e o património urbano, destacando equipamentos emblemáticos como a Piscina das Marés, projetada por Álvaro Siza Vieira. “Não podemos aceitar que digam que é muito caro poupar Leça da Palmeira. A defesa de Matosinhos não tem preço”, afirmou.
Questionada sobre eventuais contrapartidas por parte do Governo ou da APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, Luísa Salgueiro rejeitou discutir compensações financeiras, reforçando que a prioridade é a proteção do território e da comunidade local: “A nossa única condição é a defesa de Leça da Palmeira”.
A presidente da autarquia explicou que mantém diálogo permanente com a APDL e com o Governo, mas considera inaceitável a solução prevista para o terrapleno junto ao molhe norte. “Queremos que o porto cresça, mas que Leça da Palmeira seja respeitada e qualificada”, frisou.
Sobre outros projetos urbanos, considerou positiva a ligação do terminal de cruzeiros ao calçadão de Matosinhos e a construção de uma marina junto à praia, salientando, contudo, que estes investimentos não devem depender da expansão do terminal norte.
A autarca abordou ainda a qualidade da água da Praia de Matosinhos, garantindo que a Câmara, em conjunto com a Câmara Municipal do Porto e a APDL, está a instalar um exutor na ribeira da Riguinha para mitigar problemas de poluição, afastando o risco de interdição antes da época balnear.
Luísa Salgueiro concluiu sublinhando que a relação institucional com a APDL é de respeito e colaboração, mas assegurou que o município continuará a defender os interesses da população: “Estamos a trabalhar incansavelmente para que Matosinhos continue a ser um local onde é bom viver”.
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