Gaia/Espinho quer 28 milhões de euros do Estado para arrancar com novos edifícios hospitalares
09/08/2026A Unidade Local de Saúde (ULS) Gaia/Espinho quer garantir 28 milhões de euros no Orçamento do Estado para 2027para dar o primeiro passo na construção de três novos edifícios hospitalares, num projeto global estimado em 280 milhões de euros.
O pedido foi apresentado pelo presidente da ULS Gaia/Espinho, Luís Matos, durante a inauguração do novo heliporto e da unidade de ressonância cardíaca, numa cerimónia que contou com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro.
A administração considera que a inscrição de 10% do investimento total no próximo Orçamento do Estado seria um sinal concreto do compromisso do Governo com a concretização do projeto e permitiria avançar com maior segurança.
O plano de renovação prevê a construção de três estruturas. Uma delas será dedicada à Mulher e à Criança, concentrando os serviços de obstetrícia, ginecologia, neonatologia e pediatria. Está também previsto um ambulatório oftalmológico, que reunirá a atividade desta especialidade, e um edifício destinado ao internamento das especialidades médicas e ao Instituto do Coração.
A intervenção pretende aproveitar parte das infraestruturas existentes e criar novos espaços capazes de responder às necessidades atuais da população, contribuindo para um hospital mais moderno, funcional e preparado para os cuidados de saúde diferenciados.
Apesar do pedido ao Governo, a ULS Gaia/Espinho garante que continuará a procurar outras fontes de financiamentoque permitam concretizar o investimento.
Luís Matos aproveitou ainda a presença do primeiro-ministro para defender uma revisão do modelo das Unidades Locais de Saúde e do respetivo financiamento, considerando que é necessário ter em conta a complexidade e diferenciação dos cuidados prestados.
A cerimónia marcou também a entrada em funcionamento do novo heliporto, que representou um investimento de 1,9 milhões de euros e permite receber aeronaves até 11 toneladas, durante 24 horas por dia.
Foi igualmente apresentada a nova unidade de ressonância magnética cardíaca, avaliada em 1,8 milhões de euros, equipamento que foi oferecido pelo empresário Domingos Vieira de Matos.
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