Greve alargada atinge Função Pública, restauração e espetáculos esta sexta-feira
16/04/2026Vários setores da economia portuguesa poderão registar perturbações significativas esta sexta-feira, 17 de abril, na sequência de múltiplos pré-avisos de greve emitidos por sindicatos da Função Pública e de áreas como a restauração, comércio, construção e espetáculos. A paralisação está associada à manifestação nacional convocada pela CGTP-IN, em Lisboa, contra as alterações à legislação laboral em discussão, e deverá ter impacto no funcionamento de serviços públicos e atividades privadas em todo o país.
A mobilização sindical pretende garantir que os trabalhadores possam participar no protesto sem sofrer penalizações, razão pela qual diversas estruturas avançaram com pré-avisos de greve que abrangem um leque alargado de profissões. Entre os setores mais afetados deverão estar a educação, saúde, autarquias, comércio e serviços, com previsões de funcionamento condicionado ou mesmo encerramento de alguns serviços, dependendo do nível de adesão.
No setor da educação, a Federação Nacional dos Professores convocou greve nacional para todo o dia, abrangendo educadores, professores e investigadores. A organização justificou a decisão com a necessidade de permitir que um maior número de docentes participe na manifestação, reforçando a contestação às medidas em análise. A paralisação poderá traduzir-se em escolas encerradas ou com atividades letivas fortemente condicionadas.
Também na Administração Pública, vários sindicatos representativos de trabalhadores do Estado e das autarquias aderiram à convocatória, o que poderá afetar serviços administrativos, atendimento ao público e outras funções essenciais. Na saúde, embora os serviços mínimos devam ser assegurados, não estão excluídos atrasos e constrangimentos em consultas, exames e outros cuidados.
A adesão de sindicatos ligados à restauração, comércio e serviços, bem como à construção e aos espetáculos, alarga o alcance da greve ao setor privado, podendo causar perturbações no funcionamento de restaurantes, lojas e eventos culturais. Espetáculos e atividades programadas para sexta-feira poderão sofrer alterações ou cancelamentos, dependendo da adesão dos trabalhadores envolvidos.
A manifestação nacional está marcada para a tarde, com concentração no Saldanha e percurso até à Assembleia da República, reunindo trabalhadores de vários pontos do país. A CGTP-IN tem criticado as propostas de alteração ao chamado “pacote laboral”, alegando que estas poderão fragilizar direitos e condições de trabalho, posição que sustenta esta jornada de luta.
Por outro lado, a UGT não se associou à iniciativa, afastando-se desta ação de protesto. Ainda assim, a convergência de múltiplos sindicatos e setores aponta para um impacto significativo, que poderá traduzir-se num dia de fortes condicionamentos para a população, aconselhando-se a antecipação de necessidades e a confirmação prévia do funcionamento de serviços e atividades.
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