Gaia anula concessão no Parque da Cidade e trava projeto de spa privado
25/03/2026A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia decidiu anular o contrato de concessão de cerca de dois hectares do Parque da Cidade, onde estava prevista a instalação de um spa com piscinas, num projeto liderado pelo grupo galego Supera. A decisão foi anunciada pelo presidente da autarquia, Luís Filipe Menezes, que apontou “irregularidades graves” como fundamento para o cancelamento.
Segundo o autarca, o contrato, celebrado pelo anterior executivo liderado por Eduardo Vítor Rodrigues, previa a cedência do espaço por um período de 30 anos, mediante um valor que considerou desajustado — cerca de 60 euros por dia. Menezes criticou a decisão, classificando-a como um “arbítrio destrutivo” de uma área que considera uma das “joias da cidade”.
O projeto, designado Complexo Aquático da Lavandeira, representava um investimento na ordem dos 10 milhões de euros e já tinha iniciado obras há cerca de um ano.
Entretanto, o município avançou com a recuperação ambiental do espaço. De acordo com o presidente da câmara, no passado domingo, assinalado como Dia Mundial da Árvore, teve início a replantação da área onde a vegetação havia sido removida. Está também prevista a reabilitação de uma estufa centenária existente no local, com o objetivo de a devolver à utilização pública.
Do lado da empresa Supera, mantém-se a posição de que o contrato continua válido, admitindo recorrer a meios judiciais para salvaguardar os seus interesses e exigir eventual indemnização.
Foto: CM Gaia



