Cheias no Douro: subida do rio coloca Porto e Gaia sob forte vigilância

Cheias no Douro: subida do rio coloca Porto e Gaia sob forte vigilância

11/02/2026 0 Por Rmetropolitana

O rio Douro registou uma subida significativa durante a noite, colocando as autoridades em alerta máximo. A chuva intensa prevista para o Norte de Portugal e para Espanha poderá tornar esta quarta-feira um dia particularmente difícil no controlo dos caudais, sobretudo nas zonas do Porto e de Vila Nova de Gaia.

A Capitania do Douro confirmou uma subida considerável na albufeira do Carrapatelo, no concelho do Peso da Régua. A cota atingiu os 10,7 metros, levando a água até à marginal. Apesar de se manter estável, o valor é considerado elevado e obriga a um acompanhamento permanente da situação.

No Porto e em Vila Nova de Gaia, a evolução do caudal do Douro está a ser monitorizada de forma contínua ao longo do dia. A forte pluviosidade prevista mantém as autoridades em alerta, com especial atenção às zonas ribeirinhas e aos pontos historicamente mais vulneráveis a cheias.

No estuário do Douro, a cota ronda os cinco metros. Em Miragaia, no Porto, já se registou a entrada de alguma água, embora sem consequências significativas. Ainda assim, as autoridades admitem que possam ocorrer novas entradas de água em áreas mais baixas ao longo do dia, caso se mantenham as atuais condições meteorológicas.

Face ao risco de cheias e inundações, o município do Porto mantém ativo o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil até às 23h59 de domingo, na sequência da situação de contingência decretada pelo Governo em 48 concelhos do país.

Também Vila Nova de Gaia ativou o seu Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil até domingo, reforçando a vigilância, a coordenação dos meios e a prontidão dos serviços municipais.

O agravamento das condições meteorológicas, com chuva persistente, vento forte e agitação marítima, levou ainda a Capitania do Douro a manter o alerta vermelho para risco de cheias. As autoridades apelam à população para evitar zonas ribeirinhas e cumprir as recomendações da Proteção Civil.

Foto: DR