Santo Tirso: Antigo Centro de Saúde de São Martinho do Campo transforma-se em Unidade de Saúde Pública

Santo Tirso: Antigo Centro de Saúde de São Martinho do Campo transforma-se em Unidade de Saúde Pública

08/02/2026 0 Por Angelo Manuel Monteiro

As obras de recuperação do antigo edifício social de São Martinho do Campo, em Santo Tirso, já estão em curso. Com o arranque oficial a 12 de janeiro, o projeto visa transformar o imóvel atualmente degradado na futura Unidade de Saúde Pública (USP) da Unidade Local de Saúde do Médio Ave.

O investimento total é de 1,3 milhões de euros, financiado parcialmente pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com 600 mil euros, e pelo orçamento municipal, com 700 mil euros. A conclusão da intervenção está prevista para janeiro de 2027.

O edifício de dois pisos passará por uma renovação profunda, mantendo a sua identidade arquitetónica. A intervenção inclui a reabilitação de fachadas e substituição total das coberturas, a instalação de caixilharias de alto desempenho energético para maior eficiência térmica e a reorganização dos circuitos exteriores, com novos acessos adaptados a pessoas com mobilidade reduzida.

O presidente da Câmara, Alberto Costa, sublinha que esta obra integra uma estratégia mais ampla de modernização dos cuidados de saúde primários no concelho, totalizando 3 milhões de euros distribuídos por cinco unidades de saúde. Entre elas, destacam-se o ACES Santo Tirso e Trofa (Sede), em fase final de obras com conclusão prevista para fevereiro de 2026; a USF Veiga do Leça, em requalificação desde setembro de 2025; a USF São Tomé de Negrelos, com concurso público já lançado; e o antigo dispensário de Santo Tirso, cuja recuperação está prevista no plano estratégico.

“Esta estratégia de requalificação pretende dignificar os cuidados de saúde primários, oferecendo melhores condições tanto para os profissionais como para os utentes do concelho”, afirmou Alberto Costa.

Impulsionada pelo PRR, esta vaga de renovações promete dotar Santo Tirso de uma rede de cuidados de proximidade mais moderna e resiliente, corrigindo falhas em infraestruturas que há muito exigiam intervenção.

Foto: Arquivo