PSP destrói mais de 6.800 armas em operação realizada na Maia
31/01/2026Um total de 6.828 armas, entregues voluntariamente por cidadãos ou apreendidas pela Polícia de Segurança Pública (PSP), foram destruídas esta sexta-feira numa operação realizada sob fortes medidas de segurança na empresa Transucatas, localizada na Rua da Serra, na Maia.
As armas inutilizadas foram consideradas sem utilidade para fins operacionais, formativos, técnicos ou museológicos. Entre o material destruído encontram-se 3.783 armas de fogo longas, 1.910 armas de fogo curtas e 1.135 armas brancas, na sua maioria recolhidas ao longo do último ano, embora algumas tenham sido apreendidas ou entregues em 2023 e 2024.
Após a realização de perícias técnicas e balísticas, o diretor nacional da PSP, superintendente Luís Carrilho, determinou a destruição preventiva das armas que deixaram de acrescentar valor às várias vertentes da atividade policial. “Com esta destruição retiramo-las do circuito normal e certamente que já não servirão para ameaçar ninguém, matar ou intimidar. É um incremento à segurança de todos nós”, afirmou Filipe Palhau, diretor do Departamento de Armas e Explosivos da PSP, à margem da operação.
Nem todas as armas entregues voluntariamente ou apreendidas tiveram, no entanto, o mesmo destino. De acordo com a PSP, 1.926 armas foram reutilizadas, nos termos da lei, para fins de formação e atividade operacional — incluindo pistolas, ‘shotguns’ e bastões extensíveis —, bem como para a coleção de espécimes utilizada em perícias laboratoriais e balísticas e para o acervo museológico da instituição.
Segundo Filipe Palhau, o número de entregas voluntárias de armas tem vindo a diminuir, embora continue a ser superior ao de armas apreendidas. Em contraciclo, as apreensões registam um aumento consistente ao longo dos últimos anos.
Presente na operação, o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Paulo Simões Ribeiro, destacou o impacto da ação policial na segurança pública. “A destruição vai retirar mais perigosidade das ruas. Temos assistido a um aumento significativo das apreensões de armas, fruto de um forte empenhamento operacional das forças de segurança, o que contribui para crimes menos letais”, afirmou.
Entre 2013 e 2026, a PSP contabiliza a destruição de 325.345 armas, número que inclui as inutilizadas nesta operação realizada na Maia.
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