Mau tempo e forte agitação marítima previstos para os próximos dias em Portugal Continental
21/01/202621 JAN 2026 | 17:30
A Autoridade Marítima Nacional e a Marinha informam que a previsão do estado do mar e do vento aponta para um agravamento significativo das condições meteorológicas e da agitação marítima em Portugal Continental, a partir das 18h00 de amanhã, dia 22 de janeiro, até às 18h00 de domingo, dia 25 de janeiro.
A agitação marítima será caracterizada por ondulação proveniente de oeste-noroeste, com uma altura significativa entre cinco e sete metros e períodos entre os 12 e os 13 segundos, afetando a generalidade da costa, com exceção do Algarve nos dias 23 e 24 de janeiro. São igualmente esperados ventos do quadrante norte a noroeste, com intensidade média entre 55 e 75 km/h, podendo atingir rajadas até 110 km/h.
Prevê-se um novo agravamento do estado do mar entre os dias 24 e 25 de janeiro, com ondulação significativa entre seis e oito metros e períodos de 14 a 15 segundos. Em algumas zonas a sudoeste, a altura significativa poderá variar entre oito e 10 metros, com altura máxima das ondas a atingir os 16 metros.
Face a este cenário, a Autoridade Marítima Nacional e a Marinha recomendam, em especial à comunidade piscatória e à náutica de recreio que se encontre no mar, o eventual regresso ao porto de abrigo mais próximo e a adoção de medidas de precaução.
É igualmente recomendado o reforço da amarração e vigilância das embarcações atracadas ou fundeadas. Aconselha-se ainda que os marítimos mantenham um estado de vigilância permanente e acompanhem a evolução das condições meteorológicas através dos avisos à navegação e das previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), bem como das informações disponibilizadas pelas Capitanias dos Portos, evitando sair para o mar até que as condições melhorem.
À população em geral desaconselha-se a realização de passeios junto à orla costeira e às praias, bem como a prática de atividades em zonas expostas à agitação marítima ou à rebentação. Deve ser evitado, em particular, o acesso e a permanência junto a falésias e zonas de arriba, sendo fundamental a adoção de uma postura preventiva e de autoproteção.
Caso exista absoluta necessidade de deslocação à orla costeira, recomenda-se uma atitude vigilante, tendo sempre presente que, nestas condições, o mar pode facilmente alcançar zonas aparentemente seguras.
Foto: Autoridade Marítima Nacional



